O que fazer para proteger os cães e gatos no frio.

- julho 11, 2019

Cães e gatos sentem frio! Saiba o que fazer (e o que não) para proteger seu pet.

Cães podem desenvolver ferimentos nas almofadinhas plantares, aquela parte preta embaixo das patas, além de gripes, resfriados e até pneumonia.

Nessa época de "frio de renguear cusco", se engana quem acha que cães e gatos são assim, tão resistentes, às baixas temperaturas. Alguns tutores acabam perigosamente negligenciando os cuidados com os pets no inverno. 

Nos estados norte-americanos, onde a estação é ainda mais rigorosa, campanhas lembram os tutores de colocar seus mascotes para dentro de casa, e, não sendo possível, que não se esqueçam de providenciar agasalhos e casinhas com telhado e porta estreita. É uma forma de ajudar a manter o calor no local, para os animais não congelarem durante a  madrugada. Quem vê fotos de cachorros brincando no meio da neve se esquecem que à noite, sem os minguados raios de sol, o cenário muda. 


A verdade é que animais sofrem com as baixas temperaturas. Cães, por exemplo, podem desenvolver ferimentos nas almofadinhas plantares, aquela parte preta embaixo das patas, além de gripes, resfriados e até pneumonia.

Abaixo, veja algumas dicas de como ajudar seu pet a enfrentar a temporada de frio:

É sabido que cachorros gordos resistem mais ao frio que seus colegas magrelinhas. Algumas raças, como o Golden Retriever, ainda tem pré-disposição para engordar, o que facilita a vida deles no inverno. Já os Dobermans precisam de cuidados extras. Mas o quanto de gordura é necessário acumular?

Saiba que o satisfatório nessa época do ano para um cão de porte médio a grande é que essa camada apresente aproximadamente um dedo de espessura. Assim, dê uma “pinçada”com os dedos no lombo do seu cachorro e veja por onde anda esse reforço. Um veterinário tem mais prática nesse assunto. 

Para buscar essa preciosa camada extra, recomenda-se aumentar a quantidade de ração no inverno, em especial aos cães de guarda, aqueles que pernoitam fora de casa, em pelo menos 15%, dependendo da conformação física atual de seu pet.

Já os gatos não sofrem tanto desse mal. Como são animais de pequeno porte, eles costumam ficar recolhidos dentro das casas de seus tutores. 

Procure uma roupa de tecido confortável, como soft e malha. Esqueça capuz, cinto e fivela. Dê preferência a uma peça quente e ligeiramente folgada, para que seu pet não tenha os movimentos limitados. O mesmo vale para gatos.

O cuidado fica por conta dos nós do pelo. Não coloque jamais roupa em cães e gatos com o pelo umedecido, porque isso contribui para a proliferação de fungos. Ao amanhecer, havendo sol, o bom é tirar a roupa e recolocar à noite.

E se você protege algum bichano de rua, mas não pode abrigá-lo em casa, uma roupinha já pode ajudá-lo a se manter aquecido. 

Cuidado com estufas e ar-condicionados 
Embora aqueçam os pet, estufas podem potencializar a desidratação em animais mais velhos e nos filhotes. Fique atento também ao nariz seco ou rachado de seu mascote que precisará de hidratação se ficar em ambiente climatizado. E atenção redobrada para a entrada brusca de ar frio na casa. Isso pode trazer malefícios ao aparelho respiratório de seu pet. Alguns podem desenvolver rinites nesse período. Converse com o veterinário se começar a sessão de espirros e olhos lacrimejantes. 

Seu mascote dorme no porão? Fica em cima de um cobertor dentro da garagem? Então lembre-se disso e não coloque obstáculos nos locais que servem de refúgio para os animais nos dias de frio. Deixe a porta da casinha livre para o acesso. Para quem permite entrada e saída de felinos em casa, certifique-se de que o acesso à moradia esteja aberto e sem impeditivos. 

Banho de sol
Sempre que possível, facilite o acesso ao seu mascote em ambientes banhados pelo sol. Eles nem pensarão duas vezes para  “lagartear” sobre uma superfície aquecida diretamente pelos raios solares. 

Filhotes e os animais mais velhos são os mais sensíveis às baixas temperaturas. Não vacile em intensificar os cuidados, porque eles realmente podem perder a vida durante à noite. 
Além disso, mesmo animais geneticamente selecionados para suportar o frio necessitam de tempo para se preparar para esses dias. Isso porque a adaptação se faz de forma gradual e progressiva. E nós, gaúchos, tivemos tempo para isso? Não! Estávamos com os termômetros marcando 26 graus dez dias atrás. Por conta disso, subpelo e acúmulo de gordura podem estar atrasados. 

Assim, estude a possibilidade de colocar seu pet para dentro de casa. Para aqueles que precisam ficar na rua, como cães de guarda e gatos comunitários,  não é um tapetinho velho que vai resolver o problema. Para protegê-los do sereno e da geada, abuse de roupas, casinhas e cobertores.

Animais submetidos ao frio sofrem as consequências da hipotermia, o que já é meio caminho rumo a uma clínica veterinária. 

Daisy Vivian é diplomada pela UFRGS em Medicina Veterinária e Jornalismo. É autora dos livros "Cães e Gatos Sabem Ajudar Seus Donos" e "Olhe-me nos Olhos e Saiba Quem Você É", histórias reais sobre pessoas e seus animais de estimação. 

Fonte: gauchazh   Por: Daisy Vivian



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