Cães recebem coleiras contra a leishmaniose em Santos.

- 6:32 AM


Coleiras têm como efeito afastar o mosquito-palha que, infectado, transmite a doença ao animal. Problema não tem cura e requer acompanhamento

O setor de zoonoses da Prefeitura de Santos/SP distribuiu, na manhã de domingo (15), 60 coleiras repelentes para cães que vivem no Morro do Marapé.

Trata-se de um projeto-piloto contra a leishmaniose visceral, destinado ao local com maior índice de transmissão da doença, com oito casos registrados no ano passado, e um em 2020.

As coleiras têm como efeito afastar o mosquito-palha que, infectado, transmite a doença ao animal. O produto tem duração de quatro meses. Aos moradores das casas visitadas, nas ruas 6, 7 e 8, foram distribuídos recibos da coleira para troca.

Além disso, foram entregues folhetos com orientações de cuidados e medidas de proteção para os próprios animais e pessoas.

“Fizemos um cadastro de controle e orientamos para a realização de tratamento”, disse o veterinário Alexandre Nunes Mendes, da Seção de Vigilância e Controle de Zooneses (Sevicoz).

Carolina Borges, 32 anos, moradora do morro, recebeu duas coleiras para seus dois cachorros. “A prevenção é necessária”, resumiu.

Coleiras leishmaniose

Leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral é uma doença crônica, transmitida pelo mosquito-palha. Os sintomas levam de dois a três anos para aparecer no animal e incluem pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Com o avanço, órgãos internos como fígado, baço e pulmão são afetados. Não há cura, mas quanto mais cedo se detecta, mais fácil é o tratamento e o controle. O animal tem que ser monitorado pelo resto da vida.

Acompanhamento

Munícipes cujos cães apresentem sintomas de leishmaniose devem procurar atendimento veterinário. Na rede pública, a opção é a Codevida (Av. Francisco Manoel s/nº, Jabaquara), de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 12h às 17h. Telefones: 3203-5593 e 3203-5075.

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