Só tem no Brasil: conheça a Raposinha-do-Campo e a Cidade das Raposas. - Planeta dos Animais

Só tem no Brasil: conheça a Raposinha-do-Campo e a Cidade das Raposas.

- 10:52 PM


Lycalopex vetulus

Você já ouviu falar da Raposa-do-Campo? Esse canídeo é nativo de terras brasileiras e pode ser encontrado de forma endêmica na região do Cerrado.

Essa espécie vem sendo observada, estudada e acompanhada por veterinários e biólogos de entidades de proteção animal e preservação da nossa fauna, para conhecer melhor os seus hábitos, comportamentos e os riscos à sua existência.

Saiba mais sobre a Raposa-do-Campo e conheça as particularidades dessa espécie genuinamente brasileira.

Índice

Nomes científico e popular
Habitats
Características
Comportamento e hábitos
Cumari, a Cidade das Raposas
Nomes científico e popular
A Raposa-do-Campo, de nome científico Lycalopex vetulus, é também conhecida com os nomes populares de

Raposa-do-Mato,
Raposinha-do-Campo,
Raposa Brasileira,
Cachorro-de-Dentes-Pequenos ou
Jaguapitanga.
Habitats

Ela vive naturalmente nos campos e cerrados da região centro-oeste, como:

Goiás, onde é bastante comum

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Na região sudeste, como Minas Gerais e em São Paulo, estado onde infelizmente foi extremamente caçada.

No Norte e Nordeste, em partes de Tocantins, Bahia, e em pequena área entre Piauí, Ceará e Paraíba.
Vale salientar que, embora seja mais comum encontrar a Raposa-do-Mato na região centro-sul do Cerrado, esta espécie tem avançado sua distribuição de forma considerável, para as regiões norte e nordeste do nosso país, como ao norte do Piauí e médio-leste do Maranhão.

Características
A Raposa-do-Mato é um dos menores cachorros selvagens brasileiros, com peso aproximado de 4 kg.

A cor de sua pelagem é cinza-escura, com a parte da barriga amarelada e a ponta da cauda de cor negra.

Comportamento e hábitos

Essa espécie de raposa se alimenta de aves, pequenos roedores, mas também de insetos, principalmente gafanhotos.

Para se reproduzir, a fêmea busca uma toca abandonada ou um buraco de cupinzeiro e após dois meses de gestação, dá à luz 4 ou 5 filhotes, e literalmente os defende com unhas e dentes.

Esse animal é muito atento e perceptivo, graças aos sentidos aguçados da visão, da audição e do olfato.

Os hábitos dessa raposa são mais noturnos, período no qual ela desempenha maior atividade.

Os animais dessa espécie são territorialistas e, quando adultos, vivem mais sozinhos.

Cumari, a Cidade das Raposas

No estado de Goiás, na cidade de Cumari, vivem em grande quantidade de indivíduos da espécie Raposa-do-Campo, por isso, o lugar ficou conhecido popularmente como a “Cidade das Raposas”.

Apesar da fama nessa região, a Raposa-do-Campo é pouco conhecida por ser uma das espécies de canídeos menos estudada em nosso país.

Para poder conhecer melhor essa espécie, um grupo de cientistas tem-se dedicado às pesquisas e monitoramento dessas raposas.

Esse trabalho de pesquisa está sendo desenvolvido pelo Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado, com apoio de outros grupos.

No desenvolvimento desse programa de conservação, surgiu um projeto brasileiro, contando com a parceria de biólogos e veterinários do Zoológico de São Paulo, que se locomoveram até Goiás para colaborar com os estudos sobre essa pequena raposa.

Para isso o animal é capturado para realização de exames e outra parte da pesquisa envolve a avaliação e exames de cães que vivem em fazendas na mesma região onde há a população da espécie Raposa-do-Mato, visando estabelecer um quadro comparativo entre cães e raposas e possíveis problemas de saúde e doenças que podem acometer ambas as espécies, até para evitar que isso ocorra.

Este vídeo, publicado no canal National Geographic – Brasil, mostra o presidente do Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado contando a respeito do estudo sobre as Raposas-do-Campo e uma filmagem flagrando indivíduos da espécie em atividade, na região de Goiás.




Um alerta revelado através desse estudo é que a Raposa-do-Campo tem enfrentado uma série de dificuldades para sobreviver, e isso a tem colocado em situação vulnerável à extinção, por isso, é necessário conhecer melhor essa espécie para protegê-la e defendê-la, visando colaborar com a preservação dela.

Via: greenme
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